Elevadores desenvolvem “elevadores espaciais” para pessoas

Há várias empresas a desenvolver projetos para construir um elevador que transporte pessoas da Terra até ao espaço. Entre estas, nada menos do que o Google X, o laboratório secreto do Google responsável pelo Google Glass e o carro sem condutor. O primeiro conceito de um elevador espacial vem de 1985, criado pelo cientista russo Konstantin Tsiolkovsky e permanece, em alguns pontos, inalterado. Segundo Tsiolkovsky seria necessário um cabo ancorado à Terra que se esticasse até ao espaço. Atualmente, a ideia mais defendida é a de um ponto de ancoragem na linha do equador com um cabo que se estenda por 100 mil km acima da superfície da Terra. O cabo seria ligado a uma estação de contrapeso e orbitaria junto com o planeta.

Uma construtora japonesa vai construir um elevador espacial até 2050, capaz de transportar passageiros a 36 mil km acima da Terra e com um custo de 8 mil milhões de euros. A LiftPort, uma empresa fundada por um ex-empreiteiro da NASA, também pensa seriamente na ideia depois de tentar, sem sucesso, desenvolver um projeto semelhante no início da década de 2000, a ambição agora é construir um elevador na Lua. Segundo o fundador Michael Laine, a ideia pode servir de protótipo para a Terra. A baixa gravidade e a atmosfera zero podem facilitar a elaboração. O grande obstáculo para a construção de uma torre gigante que transporte pessoas é a falta de um material forte para ser utilizado na estrutura, e não pode ser vulnerável a vibrações, colisões de pássaros e detritos espaciais. Os defensores do elevador acreditam que nanofibras de carbono são boas candidatas como matéria-prima, por serem leves e 100 vezes mais fortes do que o aço, e assim, o problema é que ainda não foi feita uma versão de um tubo com mais de 1 metro de comprimento. Segundo a NASA, o elevador deve ter 230 mil km. A falta de nanofibras foi uma das razões de o Google X interromper a sua pesquisa. Um professor de química da Penn State University defende que nanofilamentos de diamante são a solução mas, por enquanto, não há empresas a fabricar material suficiente.