Falta de acessibilidades impede jovem deficiente de estudar

Fotografia de Miguel A. Lopes/Lusa

Ricardo Barata é um jovem residente em Odivelas, arredores de Lisboa, e terminou o 12.º ano de escolaridade. Apesar da vontade de continuar o seu percurso académico, a vida numa cadeira de rodas impede-o de ir para a Universidade, isto porque a falta de transporte e estações de metro sem elevador o obrigam a “ficar em casa sem fazer nada”.

Um dos locais onde o jovem encontra grandes dificuldades é precisamente numa das entradas do Metropolitano de Lisboa, junto à Cidade Universitária, que não reúne condições de acessibilidade adequadas para cidadãos com mobilidade reduzida.

Ana Sezudo, Presidente da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), recebeu um pedido de apoio por parte de Ricardo Barata, que após várias tentativas de contacto com as autarquias de Odivelas e Lisboa não obteve resposta positiva.Aqui estamos para denunciar, que este é apenas um exemplo, mas é um exemplo para muitos outros que existem nesta cidade, muitos cidadãos com deficiência que acabam por ter as suas vidas limitadas porque os serviços públicos não estão preparados”, afirmou a Presidente da APD.