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Vida útil de um elevador

Vida útil de um elevador: os ascensores têm período de validade?

Com uma importância inegável, é sabido que uma manutenção constante e atempada aumenta o ciclo de vida de um ascensor, mas qual será a média da vida útil de um elevador?

Apesar de não existir uma resposta unanime para a questão: “qual é a vida útil de um elevador?”, existe sim um período de validade para todos os equipamentos de transporte vertical. Com isto, queremos dizer que, tal como já deveria imaginar, nenhum elevador dura para sempre. É estimado que, dependendo do tipo de ascensor e das suas funções, um elevador dure em média 20 a 25 anos. Contudo, esta estimativa é muito variável, devido a diversos fatores como a falta de manutenção, a má utilização e a escolha por fracos componentes.

Tal como para analisar falhas de outros ativos, a vida útil de um elevador pode ser analisada pela curva “S”, também apelidada de “Bathub Curve” (Curva da Banheira). De uma forma bastante simplificada, este método estatístico ajuda a definir a durabilidade de um equipamento com base na sua taxa de falhas, estando dividido em 3 fases. A primeira centra-se no período de instalação do elevador, onde podem decorrer problemas ou ser encontrados defeitos (Infant Mortality). Segue-se a vida útil do equipamento, que corresponde ao principal período de funcionamento do elevador, sendo esta a fase mais longa. É neste estágio (Normal Life) que surgem, geralmente, a menor quantidade de problemas, sendo a manutenção um aspeto chave. Por fim, a terceira fase corresponde ao desgaste (Wear-Out), que começa quando o elevador apresenta uma taxa elevada de falhas e, consequentemente, um maior custo de manutenção.

Figura 1. Gráfico Bathtub Curve.

Assim sendo, dependendo da curva de cada equipamento, a vida útil de um elevador pode ser maior ou menor, podendo haver uma média de 20 a 25 anos até existir a necessidade de modernização. De notar que pode acontecer existirem equipamentos com mais de 25 anos de durabilidade, como pode ocorrer alguns atingirem uma fase de envelhecimento precoce passados 10 anos. Tal como referido anteriormente, há vários fatores que podem contribuir para esse fenómeno como a qualidade baixa do equipamento, a falta de manutenção e a má utilização.

Quando chega a fase de fim de vida útil de um elevador, existem duas opções: o equipamento pode ser substituído ou pode ser modernizado. Com vantagens em cada opção, a modernização permite estender a vida útil de um elevador, a um custo mais baixo, trazendo geralmente mais beleza, mais segurança e um melhor desempenho. De um ponto de vista ambiental, a modernização é interessante porque permite reduzir a quantidade de resíduos gerados. Por sua vez, a substituição total do equipamento irá iniciar um novo ciclo de vida útil, sendo uma boa escolha se dentro do orçamento disponível.

Sinais de que a vida útil de um elevador está a chegar ao fim

É na fase em que os elevadores começam a dar problemas mais constantemente, que se inicia a fase de desgaste do equipamento. Assim, a necessidade frequente de manutenção é um dos sinais mais óbvios do fim de vida útil de um elevador. Algumas dos problemas mais comuns, nesta fase, passam por:

  • Falhas e interrupções constantes no serviço;
  • Equipamentos que não param em alguns andares;
  • Passageiros ou equipamentos presos nas cabines com frequência;
  • Desnível entre o andar e a cabine;
  • Barulhos elevados e solavancos.

Por norma, estes problemas cada vez mais frequentes geram um aumento no custo da manutenção.

Outro sinal de que a vida útil de um elevador está na fase de desgaste é o aumento do consumo de energia do equipamento. Um funcionamento mais lento e a falta de segurança- como portas a fechar quando alguém passa, desnível de cabine e situações de passageiros ou mercadoria presa num elevador- são também sinais de que pode estar na hora de trocar ou modernizar o seu elevador.

Boas práticas para potenciar a vida útil de um elevador

  1. Aposte em manutenções preventivas;
  2. Não force a porta do elevador;
  3. Estipule normas de uso e de boas práticas, como capacidade máxima, evitar brincadeiras, evitar entrar com guarda-chuvas encharcados, entre outros. A gestão dos equipamentos de transporte vertical deve envolver a consciencialização dos utilizadores, de forma a que contribuam para o aumento da vida útil de um elevador;
  4. Não utilize água para limpar o elevador. Como é constituído por componentes elétricas, que podem ser comprometidas pela água, é recomendado que a limpeza dos equipamentos seja feita com panos húmidos. Caso a água entre no elevador, é aconselhado contactar a assistência técnica.

Com a obrigatoriedade de contratar uma EMA (Empresa de Manutenção de Ascensores), certamente poderá se aconselhar com o seu parceiro sobre formas de potenciar a vida útil do seu elevador.

Pode saber mais sobre manutenção dos elevadores na última edição da “elevare”. Adira à assinatura digital gratuita da revista (aqui) e tenha acesso a todas as edições anteriores.

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