O elevador tornou-se, sem dúvida, um dos sistemas de transporte mais utilizados e seguros do mundo. Neste artigo vou, de forma resumida, explicar um pouco a evolução deste equipamento ao nível do seu controlo e o seu atual estado da arte.
O elevador, segundo reza a história, é um equipamento já utilizado no tempo dos egípcios mas, nessa altura, este seria apenas para transporte de carga e era acionado por mão-de-obra escrava. Foi à cerca de 150 anos que Elisha Graves Otis numa feira da época cortou a corda que suportava a plataforma onde se encontrava e demonstrou assim a sua invenção, o elevador seguro, perante o olhar estupefacto da assistência. A partir daí o mundo dos elevadores evoluiu imenso com a possibilidade de se chegar cada vez mais alto e mais rápido.
Construíram-se elevadores com depósitos de água com nível variável no contrapeso, com tração a vapor e pouco tempo mais tarde passamos para o acionamento elétrico, e é a partir daqui que todo um manancial de equipamentos se desenvolve. Os comandos elétricos
dos elevadores inicialmente eram dispositivos eletromecânicos simples que recorriam a relés e contactores com contactos de grafite. Nos edifícios com poucos pisos era possível estes
terem um funcionamento automático em manobra universal (uma chamada por utilizador)
e as motorizações eram, regra geral, motores assíncronos de uma velocidade. Nos edifícios com muitos pisos e com muito tráfego os comandos eram um pouco mais complicados já que na altura só existia a possibilidade de regular a velocidade das máquinas através de Corrente Continua com recurso a reóstatos, e assim cada elevador tinha um grupo gerador e uma máquina de tração de Corrente Continua.
Ao nível da lógica de controlo recorria-se a um manobrador, chamado de ascensorista que
controlava a paragem, a velocidade e o atendimento, e cada vez que um utilizador carregava num botão acendia uma luz de um quadro de alvos dentro do elevador e aí o ascensorista sabia que tinha de ir buscar alguém ao piso marcado. Esta era a forma mais eficaz de juntar várias pessoas que se deslocavam para a mesma direção de destino, a aceleração, desaceleração e velocidade eram controlados por uma alavanca existente na cabina à semelhança da existente nos Carros Elétricos.
Entretanto a evolução continuou e com a redução do tamanho dos componentes eletromecânicos, nomeadamente os relés, foi possível construir elevadores mais autónomos e, consequentemente, substituiu-se o ascensorista por enormes quadros a relés localizados nas casas das máquinas. Assim nasceu aquilo que hoje chamamos de Coletivo à Descida (CD) ou Subida (CS) e Coletivo Seletivo Subida e Descida (CSD). Este conceito de “coletivo” é utilizado como a forma que o elevador tem de colecionar e organizar as chamadas na mesma direção. A partir daqui evoluiu-se para o conceito de “duplex” que consistia em chamar no piso o elevador mais próximo dos dois, com recurso a uma botoneira de chamada para os dois elevadores.
Em alguns casos utilizava-se apenas a técnica do par e impar, ou seja um elevador servia pisos pares e o outro servia pisos ímpares mas havia sistemas bem mais complexos que recorriam a matrizes de díodos e relés para alcançar o objetivo de otimização.
Carlos Gens
Pinto & Cruz Elevadores e Instalações
Para ler o artigo completo faça a subscrição da revista e obtenha gratuitamente o link de download da “elevare” nº20. Pode também solicitar apenas este artigo através do email: a.pereira@cie-comunicacao.pt

Outros artigos relacionados
- Livro “Elevadores: Principios e Innovaciones” presente na estante da revista Elevare;
- Artigo “Ascensores: o transporte vertical indispensável na construção em altura – Parte 1” da edição 14 da revista Elevare;
- Artigo “Ascensores: o transporte vertical indispensável na construção em altura – Parte 2” da edição 15 da revista Elevare;
