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Metro de Lisboa com 25 elevadores avariados e escadas rolantes paradas há mais de três anos

O Metro de Lisboa enfrenta um problema crescente de acessibilidade. Segundo dados avançados pela SIC Notícias e pelo Observador, há atualmente 25 elevadores fora de serviço na rede, e várias escadas rolantes permanecem avariadas há mais de três anos em algumas estações.

Um utente a caminho de uma consulta no Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO) relatou à SIC uma situação com que já está habituado a lidar: “Os elevadores não funcionam, as escadas rolantes também não.”

Uma taxa de avarias que tem vindo a piorar desde 2021

Os números mostram uma degradação progressiva da fiabilidade destes equipamentos. Entre 2021 e 2025, a taxa de indisponibilidade das escadas rolantes mais do que duplicou, passando de cerca de cinco por cento para valores acima de dez por cento; nos elevadores, essa taxa subiu para perto de 25%. Fevereiro deste ano foi o mês com mais registos de avaria.

No total, das 234 escadas rolantes distribuídas pelas estações da rede, 40 estavam paradas; dos 133 elevadores, 38 encontravam-se avariados.

Equipamento envelhecido e dificuldades no fornecimento de peças

Questionado pela SIC, o Metropolitano de Lisboa aponta várias causas para a situação: o desgaste e envelhecimento dos equipamentos – de diferentes gerações e fabricantes -, e dificuldades no fornecimento de peças de substituição, agravadas durante a pandemia. A empresa garante estar a rever o modelo de manutenção, de forma a não penalizar os fornecedores em caso de atrasos.

O caso mais crítico é o da estação do Cais do Sodré, onde as escadas rolantes estão paradas desde 2019 – há quase sete anos. No início deste ano, havia ainda seis escadas rolantes avariadas há mais de três anos, e outras dezasseis há mais de um ano.

Metro garante melhorias já visiveis

O Metropolitano reconhece que o início do ano foi particularmente difícil, mas assegura estar a implementar um plano com resultados já mensuráveis. Segundo a empresa, o estado dos equipamentos passou a ser acompanhado semanalmente, estação a estação. Nas estações do Baixa-Chiado e do Aeroporto está também a decorrer um novo modelo de manutenção, com prazos de intervenção mais exigentes, maior disponibilidade de peças críticas e um piquete técnico dedicado, disponível 24 horas por dia.

Estas medidas já se refletem nos números: a indisponibilidade dos elevadores desceu quase para metade em julho, face aos valores registados em fevereiro, e as reclamações de utentes caíram de mais de 90, no início do ano, para apenas 16 no último mês.

Notícia adaptada a partir de informação da Sic Notícias.

Fonte da imagem em destaque: Wikipedia