Santa Justa

Elevador de Santa Justa vai ganhar um museu

É “um ponto privilegiado de observação” da cidade, integra o roteiro de qualquer um que queira visitar Lisboa…

É “um ponto privilegiado de observação” da cidade, integra o roteiro de qualquer um que queira visitar Lisboa, e há muito que deixou de ser um mero meio de transporte para quem queria ir da Baixa para o Carmo. Hoje, o Elevador de Santa Justa recebe um milhão de visitantes por ano, estima a Carris, empresa que gere a estrutura e que anunciou recentemente a conclusão das obras que duram há oito anos e que custaram perto de um milhão de euros.

Aos 115 anos, o Elevador de Santa Justa anda à procura da renovação. No dia em que foi anunciada a intenção de criar um museu no espaço onde hoje as grandes máquinas sustentam os elevadores que transportam os visitantes, a entrada pela rua do Ouro ganhou uma nova cara. No piso térreo do elevador os taipais foram retirados e o corredor à volta das cabines deu lugar a uma zona abrigada para quem aguarda por subir, à qual foi acrescentada uma estrutura metálica que recupera a traça original neogótica do elevador. “Recuperámos toda a estrutura. Peça por peça, foi revista a sua solidez, foi melhorada a sua conservação e foi realçada a sua beleza através de pintura e através de iluminação”, disse o administrador da Carristur, António Proença.

Agora, é tempo da tecnologia ocupar o seu lugar num equipamento que é, desde 2002, monumento nacional. Como alguns dos equipamentos têm mais de 110 anos, o elevador vai ganhar novas máquinas de comando e tração das cabines em 2018 e 2019. Com a casa das máquinas, que fica no piso abaixo ao do miradouro, liberta, haverá espaço para que se transforme aquele espaço num museu, ainda sem data prevista para a abertura.

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